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Preservação Prometida

Autor: Harold R. Gilmer

Publicado em: 19/11/2018

“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt. 24:35).  O Senhor Jesus disse que Suas palavras durarão por mais tempo do que o próprio céu e a terra.  O apóstolo Pedro, citando o profeta Isaías, reafirma a preservação da Palavra de Deus:  “Porque toda a carne é como a erva,e toda a glória do homem como a flor da erva.  Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre” (I Pd. 1:24,25a; cf. Is. 40:8). 

Mas se Jesus prometeu preservar Suas palavras,  por que então há tantas versões?  Para entender isto, temos que analisar duas coisas: (1) as traduções e (2) o que foi traduzido.  Primeiramente, vamos analizar as várias traduções.

No último século, houve uma explosão de novas traduções, principalmente para o inglês, onde há mais de cem, muitas delas tendenciosas.  Mas examinando as Bíblias impressas em português, podemos reduzir o número de traduções a três categorias:  (1) tradução formal, (2) tradução dinâmica e (3) paráfrase ou tradução funcional.  Uma tradução formal busca traduzir cada palavra da língua original, colocando as  que não se encontram no original em itálico, para que o leitor possa distinguir entre o que está no original e o que foi acrescentado pelo tradutor para dar sentido.  Este foi o método utilizado por João Ferreira de Almeida na tradução da Bíblia, e permanece na edição Almeida Corrigida Fiel (ACF).  a tradução dinâmica busca traduzir o sentido, mas não tem o cuidado de traduzir cada palavra do original.  Este método não utiliza palavras em itálico, impossibilitando assim que o leitor saiba o que está no original e o que foi inserido pelo tradutor.   Na paráfrase ou tradução funcional, o tradutor busca colocar em suas próprias palavras o que se entende do original, mas o grande risco é acabar tendo uma interpretação ao invés de uma tradução.  A maioria das pessoas nas Igrejas atribuem as diferenças entre as várias versões da Bíblia apenas à tradução, mas vamos analizar agora o que foi traduzido.   

Os Reformadores tiveram que decidir o que iriam traduzir:  (1) as línguas originais (Hebraico e Grego—o Aramaico se resume a apenas Ed. 4:8-6, 18; 7:12-26; Jr. 10:11; Dn. 2:4-7:28) ou (2) traduzir do Latim.  As traduções da Igreja Católica são feitas a partir do Latim (ex: Vulgata), com o acréscimo dos livros Aprócrifos (ou, ocultos), que não são aceitos como canônicos.  Não falaremos dos muitos problemas do latim (por exemplo, das omissões no livro de Jeremias na Vulgata), mas nos limitaremos a dizer que uma tradução do Latim para o Português constituiria uma tradução “filha”.  Quando comparamos uma tradução “filha” com a língua original, descobriremos muitas divergências com relação ao original, mas quando comparamos duas traduções feitas a partir de um mesmo original, poderemos ver pequenas diferenças entre elas, diferenças estas que nos darão um melhor entendimento do que foi dito na língua original.  Por este motivo, os Reformadores decidiram pelas línguas originais (o Antigo Testamento em Hebraico, o texto Massorético, e o Novo Testamento em Grego, o Textus Receptus). 

Não há muita dúvida com relação à escolha do Antigo Testamento, pois os judeus tiveram um enorme cuidado em preservá-lo através dos tempos.  Já no Novo Testamento até o final do sécuo XIX, o texto usado pela Igreja foi o Bizantino ou Textus Receptus, em sua forma impressa.  Existem cerca de cinco mil manuscritos Bizantinos formando um coro que ecoa através dos séculos da história da Igreja. Hoje, alguns estudiosos dizem que este é um texto recente, pois não há cópias de manuscritos conhecidas antes do IV século (ignoram, porém que, a partir das citações dos pais da Igreja do I e II século, é possível reconstituir o Novo Testamento Bizantino).  Porém em 1881, dois homens, Wescott e Hort, imprimiram um Novo Testamento Crítico, baseado principalmente em dois manuscritos naquela época encontrados por Tieschendorf, o Codex Sinaitico (Aleph-01) e o Codex Vaticano (B-03).  O primeiro foi encontrado num cesto de lixo no mosteiro do Sinai, prestes a ser queimado, e o outro na biblioteca do Vaticano.  É importante notar que a aparência física destes dois manuscritos do IV século é muito boa, portanto são denominados como “melhores textos”.  Mas esta “qualidade” se resume ao seu estado de conservação e não ao texto nele contido.  Apenas nos quatro Evangelhos, estes dois manuscritos diferem em mais de dois mil lugares entre si.  Quando comparados ao Textus Receptus, eles diferem em mais de cinco mil lugares.   Este Novo Testamento Crítico é a base de todas as novas versões e tem grandemente influenciado até versões tradicionais.  A edição Almeida Corrigida Fiel (ACF) busca retirar essas influências do Novo Testamento Crítico e ser o mais fiel possível ao texto que foi usado pela Igreja e pelos Reformadores, o Textus Receptus

Jesus prometeu preservar as Suas Palavras.   Quando andamos pela fé e examinamos as evidências textuais, encontramos um coro que ecoa através dos séculos, dizendo:  Deus deu e preservou Sua Palavra para nós, através do Seu povo, a Igreja.

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